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  "date": "2026-04-03",
  "santo": {
    "type": "santo_do_dia",
    "content": {
      "title": "Santo do Dia",
      "sections": [
        {
          "heading": "São Luís Scrosoppi e a Congregação das Irmãs da Providência",
          "content": "Início da Fundação\nNa tarde do dia 1 de fevereiro de 1837, as nove senhoras, que colaboraram na educação das meninas, escolhem viver na pobreza e na doação total de si. É nesta simplicidade que nasce a Congregação das Irmãs da Providência, a família religiosa fundada pelo padre Luís.\n\nFundamentos da espiritualidade\nO fundador as encoraja ao sacrifício e as exorta aos cuidados afetuosos das meninas, que devem considerar a “ pupila dos seus olhos “. Disse-lhes: “ Mais que qualquer outra coisa, estas filhas dos pobres têm necessidade de educar o coração e de aprender tudo o que é necessário para conduzirem honestamente a sua vida “. E ainda: “ O cansaço, a aplicação, a ocupação contínua e as preocupações fastidiosas para ajudá-las, socorrê-las e instruí-las, não vos desencorajem, sabendo que fazeis tudo isto a Jesus “.\n\nA vocação “oratoriana”\nA vocação “oratoriana”Entretanto, Luís vai amadurecendo a necessidade de uma consagração mais total ao Senhor. Está fascinado pelo ideal de pobreza e de fraternidade universal de Francisco de Assis, mas os acontecimentos da vida e da história o conduzirão sobre os passos de São Felipe Neri. A vocação “oratoriana” de Luís se realiza em 1846; e, na maturidade dos seus 42 anos, torna-se filho de São Felipe: dele aprende a mansidão e a doçura, que o ajudarão a ser mais idôneo na função de fundador e pai da Congregação das Irmãs da Providência.\n\nObras construídas\nTodas as obras por ele empreendidas, durante a sua vida, refletem essa escolha preferencial para os mais pobres, para os últimos, os abandonados. “ Doze casas – havia profetizado – abrirei antes da minha morte “, e isso aconteceu. Doze casas nas quais as Irmãs da Providência se dedicam num serviço humilde, com empenho e alegre às jovens à mercê de si mesmas, aos doentes pobres e transcurados, aos anciãos abandonados."
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        {
          "heading": "As dificuldades, a doença e o falecimento de São Luís Scrosoppi",
          "content": "Provações\nNa segunda metade de 1800, a Itália, região após região, vai se unificando. Uma das consequências disso, que aconteceu infelizmente num clima anticlerical, é o decreto de supressão da “Casa das Derrelitas” e da Congregação dos Padres do Oratório, de Údine. Tem início para o padre Luís uma dura luta para salvar as obras a favor das “derrelitas” e consegue, mas não pôde fazer nada para impedir a supressão da Congregação do Oratório. A triste situação política consegue, assim, destruir as estruturas materiais da Congregação do Oratório de Údine, contudo, não pode impedir Padre Luís de permanecer para sempre discípulo fiel de São Felipe.\n\nPáscoa\nPáscoaNo fim de 1883, é constrangido a suspender toda atividade, as forças começam a diminuir e é atormentado por uma febre constantemente alta. A doença progride de modo inexorável. Recomenda às Irmãs de nada temer” porque foi Deus que fez nascer e crescer a Família religiosa e será ainda Ele que a fará progredir “. Quando sente chegar o fim dirige as últimas palavras às Irmãs: “ Depois da minha morte, a vossa Congregação terá muitas tribulações, mas depois renascerá a vida nova. Caridade! Caridade! Eis o espírito da vossa família religiosa: salvar as almas e salvá-las com a Caridade “. Na noite de quinta-feira, 03 de abril de 1884, faleceu o santo."
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        {
          "heading": "Devoção a São Luís Scrosoppi",
          "content": "Oração\nÓ Senhor, que em São Luís acendeu o fogo do teu amor para a humanidade sofredora e o tornou modelo de santidade para todos nós, infundi o mesmo Espírito de caridade operante no teu povo e nesta tua Igreja, para torná-la imagem legível do teu vulto paterno para os homens e mulheres do terceiro milênio. Ó São Luís, modelo de generosidade, com a ajuda da Virgem Mãe, que foi teu sustento para toda a vida, intercede para que esta tua terra saiba apresentar pastores santos, cristãos generosos e almas consagradas ao serviço de Cristo e do Evangelho. Amém.\n\nMinha oração\n“Nosso querido santo intercessor, concede-nos a graça de viver sob a tutela da providência. Que tudo o que fizermos esteja debaixo da vontade de Deus, isso te pedimos e cremos que nos ensinará a viver dessa forma, Amém.”"
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        {
          "heading": "Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 3 de abril",
          "content": "Fontes:"
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      "scraped_at": "2026-04-03T06:00:02.325690",
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  "liturgia": {
    "type": "liturgia_diaria",
    "content": {
      "title": "Liturgia Diária",
      "readings": {
        "first_reading": {
          "reference": "Primeira Leitura (Is 52,13 – 53,12)",
          "text": "Leitura Livro do profeta Isaías:\nEi-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau.\nAssim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo - tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -,\n15\ndo mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram.\n53,Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor?\nDiante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse.\nEra desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele.\nA verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado!\nMas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura.\nTodos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós.\nFoi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca.\nFoi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer.\nDeram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras.\nO Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.\nPor esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas.\nPor isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores."
        },
        "psalm": {
          "reference": "Responsório Sl 30(31),2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23,46) - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.",
          "text": "- Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel.\n- Tornei-me o opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os amigos; fogem de mim os que me veem pela rua. Os corações me esqueceram como um morto e tornei-me como um vaso espedaçado.\n- A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!\n- Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais!"
        },
        "second_reading": {
          "reference": "Segunda Leitura Hb 4,14-16; 5,7-9)",
          "text": "Leitura da Carta aos Hebreus:\nIrmãos:\nTemos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos.\nCom efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado.\nAproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.\n5,Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.\nMesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu.\nMas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem."
        },
        "gospel": {
          "reference": "Anúncio da Paixão de Cristo Jo 18,1 – 19,42)",
          "text": "- Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.\nNarrador 1:\nPaixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.\nNaquele tempo,\nJesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.\nTambém Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos.\nJudas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas.\nEntão Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:\nPres.:\n“A quem procurais?”\nNarrador 1:\nResponderam:\nAss.:\n“A Jesus, o Nazareno”.\nNarrador 1:\nEle disse:\nPres.:\n“Sou eu”.\nNarrador 1:\nJudas, o traidor, estava junto com eles.\nQuando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra.\nDe novo lhes perguntou:\nPres.:\n“A quem procurais?”\nNarrador 1:\nEles responderam:\nAss.:\n“A Jesus, o Nazareno”.\nNarrador 1:\nJesus respondeu:\nPres.:\n“Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.\nNarrador 1:\nAssim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:\nPres.:\n“Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.\nNarrador 2:\nSimão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco.\nEntão Jesus disse a Pedro:\nPres.:\n“Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”\nNarrador 1:\nEntão, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram.\nConduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano.\nFoi Caifás que deu aos judeus o conselho:\nLeitor 1:\n“É preferível que um só morra pelo povo”.\nNarrador 2:\nSimão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote.\nPedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro.\nA criada que guardava a porta disse a Pedro:\nAss.:\n“Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”\nNarrador 2:\nEle respondeu:\nLeitor 2:\n“Não”.\nNarrador 2:\nOs empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se.\nEntretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.\nJesus lhe respondeu:\nPres.:\n“Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas.\nPor que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.\nNarrador 2:\nQuando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:\nLeitor 1:\n“É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”\nNarrador 2:\nRespondeu-lhe Jesus:\nPres.:\n“Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”\nNarrador 1:\nEntão, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote.\nSimão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:\nLeitor 2:\n“Não és tu, também, um dos discípulos dele?”\nNarrador 1:\nPedro negou:\nLeitor 1:\n“Não!”\nNarrador 1:\nEntão um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:\nLeitor 2:\n“Será que não te vi no jardim com ele?”\nNarrador 2:\nNovamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.\nDe Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.\nEntão Pilatos saiu ao encontro deles e disse:\nLeitor 1:\n“Que acusação apresentais contra este homem?”\nNarrador 2:\nEles responderam:\nAss.:\n“Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”\nNarrador 2:\nPilatos disse:\nLeitor 2:\n“Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.\nNarrador 2:\nOs judeus lhe responderam:\nAss.:\n“Nós não podemos condenar ninguém à morte”.\nNarrador 1:\nAssim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.\nEntão Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:\nLeitor 1:\n“Tu és o rei dos judeus?”\nNarrador 1:\nJesus respondeu:\nPres.:\n“Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”\nNarrador 1:\nPilatos falou:\nLeitor 2:\n“Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.\nNarrador 1:\nJesus respondeu:\nPres.:\n“O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.\nNarrador 1:\nPilatos disse a Jesus:\nLeitor 1:\n“Então, tu és rei?”\nNarrador 1:\nJesus respondeu:\nPres.:\n“Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.\nNarrador 1:\nPilatos disse a Jesus:\nLeitor 2:\n“O que é a verdade?”\nNarrador 2:\nAo dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:\nLeitor 1:\n“Eu não encontro nenhuma culpa nele.\nMas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”\nNarrador 2:\nEntão, começaram a gritar de novo:\nAss.:\n“Este não, mas Barrabás!”\nNarrador 2:\nBarrabás era um bandido.\n19,Então Pilatos mandou flagelar Jesus.\nAss.:\nOs soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus.\nNarrador 2:\nVestiram-no com um manto vermelho,\n3\naproximavam-se dele e diziam:\nAss.:\n“Viva o rei dos judeus!”\nNarrador 2:\nE davam-lhe bofetadas.\nPilatos saiu de novo e disse aos judeus:\nLeitor 1:\n“Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.\nNarrador 1:\nEntão Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:\nLeitor 1:\n“Eis o homem!”\nNarrador 1:\nQuando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:\nAss.:\n“Crucifica-o! Crucifica-o!”\nNarrador 1:\nPilatos respondeu:\nLeitor 1:\n“Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.\nNarrador 1:\nOs judeus responderam:\nAss.:\n“Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.\nNarrador 2:\nAo ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.\nEntrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:\nLeitor 1:\n“De onde és tu?”\nNarrador 2:\nJesus ficou calado.\nEntão Pilatos disse:\nLeitor 1:\n“Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”\nNarrador 2:\nJesus respondeu:\nPres.:\n“Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.\nNarrador 2:\nPor causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:\nAss.:\n“Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.\nNarrador 1:\nOuvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”.\nEra o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:\nLeitor 2:\n“Eis o vosso rei!”\nNarrador 1:\nEles, porém, gritavam:\nAss.:\n“Fora! Fora! Crucifica-o!”\nNarrador 1:\nPilatos disse:\nLeitor 1:\n“Hei de crucificar o vosso rei?”\nNarrador 1:\nOs sumos sacerdotes responderam:\nAss.:\n“Não temos outro rei senão César”.\nNarrador 2:\nEntão Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram.\nJesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”.\nAli o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio.\nPilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:\nAss.:\n“Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.\nNarrador 2:\nMuitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.\nEntão os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:\nAss.:\n“Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.\nNarrador 2:\nPilatos respondeu:\nAss.:\n“O que escrevi, está escrito”.\nNarrador 2:\nDepois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo.\nDisseram então entre si:\nAss.:\n“Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.\nNarrador 2:\nAssim se cumpria a Escritura que diz:\nAss.:\n“Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.\nNarrador 1:\nAssim procederam os soldados.\nPerto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.\nJesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:\nPres.:\n“Mulher, este é o teu filho”.\nNarrador 1:\nDepois disse ao discípulo:\nPres.:\n“Esta é a tua mãe”.\nNarrador 1:\nDaquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.\nDepois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:\nPres.:\n“Tenho sede”.\nNarrador 1:\nHavia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus.\nEle tomou o vinagre e disse:\nPres.:\n“Tudo está consumado”.\nNarrador 1:\nE, inclinando a cabeça, entregou o espírito.\n(\nTodos se ajoelham - Silêncio.)\nNarrador 2:\nEra o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.\nOs soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus.\nAo se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas;\n34\nmas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.\nAquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis.\nIsso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:\nAss.:\n“Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.\nNarrador 2:\nE outra Escritura ainda diz:\nAss.:\n“Olharão para aquele que transpassaram”.\nNarrador 1:\nDepois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus\n—\nmas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus.\nChegou também Nicodemos, o mesmo que tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés.\nEntão tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.\nNarrador 2:\nNo lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado.\nPor causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jes\nus."
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  "homilia": {
    "type": "homilia_diaria",
    "content": {
      "title": "Homilia Diária",
      "subtitle": "Não se perturbe o vosso coração diante da tempestade",
      "sections": [
        {
          "heading": "O olhar de Jesus sobre o nosso medo",
          "content": [
            "É por isso que Jesus começa dizendo: “Não se perturbe o vosso coração”. Ele conhece profundamente a natureza humana, sabe das nossas crises, das nossas perdas e incertezas; Ele entende que o nosso coração se inquieta. No entanto, o Senhor nos mostra que não devemos temer as preocupações, o futuro ou as dúvidas de fé."
          ]
        },
        {
          "heading": "Não se perturbe no caminho da cruz",
          "content": [
            "A Paixão de Jesus é o cume da nossa fé, pois nela temos a certeza de que Deus não apenas morreu, mas ressuscitará. Ao dizer “não se perturbeis o vosso coração”, Jesus nos recorda de Sua promessa. Para chegar à glória, é preciso passar pela cruz; para alcançar a ressurreição, atravessa-se a Paixão e a Morte.",
            "Nosso Senhor reafirma a cada um de nós que está ao nosso lado, conforme diz em Mateus 28,20: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos”. Que o Senhor derrame sobre nós a Sua graça e a Sua bênção, para que possamos manter o coração em paz.",
            "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!"
          ]
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      ],
      "author": "Livro O Padre: A História De Vida De Jonas Abib"
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